Mercado de trabalho volta a crescer no ritmo do pré-crise, diz IBGE

Escrito por ACEU
Ter, 28 de Setembro de 2010 13:04

 Com uma taxa de desemprego de 6,7%, a menor da série histórica iniciada em 2002, o mercado de trabalho brasileiro está voltando a crescer no mesmo ritmo que tinha no período pré-crise (antes de setembro de 2008). A constatação é do pesquisador Cimar Azeredo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa média de desemprego no Brasil entre janeiro e agosto deste ano foi de 7,2%, inferior à taxa de 8,2% dos oito primeiros meses de 2008. “A pesquisa mostra uma melhora expressiva do mercado de trabalho em 2010. Mostra que o Brasil saiu da crise. Se ainda não saiu, está saindo numa velocidade muito mais rápida do que tem sido observada com outros países”, disse.
Segundo o IBGE, também está sendo percebida uma melhoria na qualidade do emprego, uma vez que os postos com carteira assinada, em agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, cresceram 7,2%, acima do aumento de 3,2% da população ocupada.Em agosto deste ano, foram gerados 691 mil postos de trabalho a mais do que no mesmo mês do ano passado. Já os novos empregos com carteira assinada chegaram a 685 mil.“O emprego com carteira tem crescido de forma bastante satisfatória. A carteira de trabalho, em termos relativos, está crescendo mais do que a população ocupada. A geração de postos de trabalho tem atendido em parte à população desocupada. Esse resultado deve ser muito comemorado, visto que a gente está batendo recorde da taxa de ocupação num mês de agosto. Geralmente isso acontece em dezembro”, disse Azeredo. Entre os setores da economia, apenas os serviços domésticos tiveram queda na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado (-7,1%). O maior crescimento foi registrado em outros serviços (9,4%).Entre as regiões metropolitanas, a menor taxa de desemprego foi observada em Porto Alegre (4,6%), seguida por Belo Horizonte (5,2%) e Rio de Janeiro (5,7%). Já as maiores taxas de desemprego foram registradas em Salvador (11,7%), Recife (9,0%) e São Paulo (6,8%).
Fonte:Agência Brasil

 


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